segunda-feira, 27 de junho de 2016

O Evangelho: A Graça Soberana de Deus (pt. I) - Estudando a Bíblia Entre Irmãos


Esse é um tema que se inicia um pouco antes do capítulo 9 de Romanos, mas é aqui onde ele alcança seu auge. Na imagem acima nós vemos uma excelente ilustração. Vemos o Espírito Santo (pomba) levando um esqueleto (ser humano, morto e incapaz de chegar à Cristo) até Cristo, o único que pode dar a salvação. Vamos continuar aprendendo sobre o motivo de termos acesso ao Pai: a Graça.

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No transcorrer de toda a história do Velho Testamento, o propósito de Deus foi conduzido por meio de um grupo íntimo, uma minoria eleita, um remanescente reservado. Abraão foi pai de um bom número de filhos, mas somente por meio de um deles, Isaque, o filho da promessa, é que a linha da promessa de Deus devia ser traçada. Isaque, por sua vez, teve dois filhos, mas somente por um deles, Jacó, é que a semente santa foi transmitida. E a escolha que Deus fez de Jacó e a omissão do seu irmão Esaú não dependeram nem um pouco da conduta ou do caráter dos irmãos gêmeos: Deus o declarara previamente — antes do nascimento deles.

Se Deus não revela os princípios segundo os quais ele faz sua escolha, isto não é razão para pôr em dúvida a sua justiça. Ele é misericordioso e compassivo porque sua vontade o é.

Por que Deus suportou por tanto tempo a obstinação de Faraó? Deus mesmo dá a resposta: "Para este propósito te deixei viver, para mostrar-te meu poder, de modo que o meu nome seja anunciado em toda a terra”. A glória de Deus triunfará, quer o homem lhe obedeça, quer não.

A analogia do oleiro e seus vasos cobre apenas um aspecto da relação do Criador com aqueles que criou, principalmente com os homens, que Ele criou à sua imagem.

Paulo tem sido mal compreendido e criticado injustamente por não entenderem que é ao rebelde que desafia a Deus — e não ao desnorteado que procura a Deus — que ele faz calar de logo. Deus, por sua graça, tolera as questões levantadas por seu povo; mas ele não se submete ao interrogatório judicial feito por um coração duro e impenitente.

A misericórdia e a paciência de Deus visam dar tempo aos homens para o arrependimento. Se, em vez disso, endurecem ainda mais o coração, como Faraó fez depois de repetidas protelações, estão simplesmente acumulando uma crescente carga de retribuição a si mesmos para o dia da recompensa.
O ponto crucial em que Paulo insiste aqui é que a humanidade inteira é culpada aos olhos de Deus; ninguém tem direito à Sua graça!

Justamente por ser graça, é que ninguém tem direito a ela, e ninguém pode exigir que Deus dê explicação dos princípios pelos quais concede a mesma, ou exigir que ele a dê de modo diverso daquele pelo qual o faz.

Arthur Galvão


O SENHOR É A NOSSA FORÇA, O NOSSO CÂNTICO E A NOSSA SALVAÇÃO!

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